As terras que atualmente compõem o município de Angélica, parcela da região anteriormente denominada Campos de Vacaria e atas de Dourados, tiveram seu desbravamento devido a Manoel Isidoro Martins, Messias Garcia Duarte, Ovídio Gomes de Oliveira e Ediberto Celestino de Oliveira que, nos meados de 1957, ai aportaram atraídos pela exuberância das mata e com objetivo de explorá-las.
A extração da madeira trouxe novos migrantes, dentre eles, Manoel Martins, Agido Terenciani, Antônio Arantes Bueno e José Jesunato que se instalaram em terras pertencentes ao De. René Neder, dando assim início a um novo aglomerado humano. Logo surgiram um estabelecimento comercial, de propriedade de Ovídio Gomes de Oliveira e uma farmácia cujo proprietário era Antônio Arantes Bueno.
Como o novo povoado apresentasse bom crescimento, resolveu o proprietário das terras regularizar a situação, implantando-o definitivamente. Com essa finalidade, nos meados de 1960, procedeu o loteamento da área da futura cidade de Angélica,tendo a planta sido elaborada por Jorge Wilhem.
A primeira escola instalada recebeu a denominação de Escola Rural Mista Angélica e teve como professora Irene Garcia Duarte.
A primeira capela erigida em Angélica, o foi às margens do Rio Ivinhema, em homenagem a São Pedro.
O atual município de Angélica teve inicialmente sua economia calcada na extração da madeira de lei, exportada “in natura” para os estados de São Paulo e Paraná e tão rápido foi seu desenvolvimento que veio a ser elevado à condição de Distrito de Paz, pela Lei n° 2.098 de 20.12.1963.
O topônimo de Município, segundo opinião geral, é uma homenagem a uma senhora chamada Angélica, residente às margens do Rio Ivinhema, no local onde hoje se ergue a ponte rodoviária da MS-141; no período, passagem obrigatória para quem se destinas-se às terras do atual Município de Angélica.
Em sua propriedade D. Angélica oferecia ao viandante tudo o que ele necessitasse, orientando-o, a seguir, até sua instalação definitiva na região. |